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Porque Odeiam os Jovens o Primeiro Emprego?



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Quando os jovens saem da faculdade esperam conseguir logo emprego na área que se formaram ou noutra que sintam afinidade.

A maior parte das vezes isso não acontece e quando acontece são frequentemente apelidados de “incompetentes” só porque não têm experiência.

Não há dúvida que a nova geração que entra agora no mercado de trabalho é rotulada como “um bando de miúdos mimados que não querem se esforçar”.

Ora o que acontece é que os jovens não estão preparados para o mundo árduo do trabalho.

As Falsas Ilusões

Muitos são apaparicados pelos pais, acreditam que são especiais e não estão preparados para as dificuldades da vida.

Esta nova geração cresceu a ouvir dizer que poderiam conseguir tudo o que queriam, que bastava lutar por isso. Na faculdade, pensavam que ter um diploma garantia uma boa carreira.

Mas esta ideia de que ter um diploma equivale a garantia de sucesso ao longo da vida, está sendo posta de lado com o passar do tempo, especialmente quando sabemos que tantos jovens entram hoje para a faculdade.

E quando terminam o curso, começam a enviar currículos, com a informação colada “preciso-de-trabalho urgentemente“.

E muito recém licenciados, especialmente aqueles que precisam de dinheiro urgentemente, estão tão desesperados que nem sequer têm tempo nem energia para pensar qual o emprego certo.

Acabam por aceitar “gato por lebre”, aceitando funções que não têm nada a ver com o que estudaram, na ânsia de que mais tarde “as coisas possam mudar”.

A Dura Realidade


Uma vez conseguido o primeiro emprego e com os dias a passar a realidade vem ao de cima.

No primeiro dia, fotocopia documentos, atende chamadas telefónicas, faz recadinhos ao chefe e colegas com menos habilitações, anda de um lado para outro a arquivar papéis e pensam:
  • Andei 4 anos na faculdade para isto?
E os dias passam, ficam cada vez mais desanimados, frustrados, não percebem porque não dão oportunidades melhores, e ficam cada vez mais desmotivados.

E quando algo corre mal lá vem a eterna frase:
  • Estudou tanto e é incompetente!
  • Tem um curso superior mas não sabe fazer nada!
Meses depois de frustração, começam a perceber o que se passa…..afinal ninguém os alertou para as dificuldades do mundo do trabalho o que os colocou “involuntáriamente na ignorância”.

Sim, sentem-se ignorados, com medo de bloquearem, de regredirem nos seus conhecimentos e capacidades.

Afinal, os chefes só querem que façam bem aquilo que lhes é pedido, o que na maioria das vezes não o fazem, tal a frustração e desânimo que se encontram.

Como Sobreviver e Não se Deixar ir Abaixo?

Como sobreviver, dar o seu melhor, ser valorizado, mesmo sabendo que não é aquilo que querem para si?

Mesmo sabendo que não são valorizados pelos seus conhecimentos e capacidades?

Como serem tratados como merecem?

Primeiro, precisam saber que para chegar ao topo de uma carreira ou profissão, é necessário trabalhar muito.

Sim….trabalhar muito, mesmo que nalgumas tarefas que gostem menos!

Devem sempre dar o melhor de si e tentar ser feliz apesar de tudo, pois é uma fase que poderá ser passageira.

Muitas das pessoas mais felizes em início de carreira ocupam-se com outras actividades mais gratificantes, como dar explicações, fazer voluntariado, ou um hobby prazeroso que tenha a ver com a sua área de formação.

Se detestam o emprego, envolvam-se em actividades que os preencham e assim, sentir-se-ão realizados.

Todas as experiências de trabalho contam e esse trabalho que tanto odeiam e que os tornam infelizes poderá ser uma alavanca para algo melhor, logo têm de tirar partido do melhor que esse emprego oferece.

Não façam apenas um café para o chefe, mas façam o melhor café que o chefe alguma vez bebeu!!!

Sejam o mais profissional possível ao atender uma chamada telefónica!

Em vez de estarem com “má cara” para os colegas, formem laços, acrescentem novas competências ao currículo, aprendam o máximo que puderem sobre a empresa que estão e façam trabalho extra para mostrar a sua dedicação.

E quanto menos esperam…..irá surgir aquela oportunidade de sucesso!

Um abraço
Luísa de Sousa

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