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Desperte a criança que já foi!



Ser adulto não significa perder aquele entusiasmo genuíno e espontâneo que tínhamos quando éramos crianças.
Para dar “mais colorido à vida” é preciso recuperar a criança que temos ainda dentro de nós.
Quem não se lembra das férias “grandes” onde as únicas preocupações eram como divertir-se e explorar o mundo à nossa volta.
E raramente censurava-mos os pensamentos e acções.
Mas, conforme vamos crescendo, a sociedade “exige” que se esqueça a criança que um dia fomos.
São muitas as razões que levam a que as pessoas (especialmente as mulheres) percam uma boa parte do seu “eu interior” à medida que crescem.
Durante a adolescência, com as mudanças físicas e psicológicas próprias da idade, que modificam a nossa forma de ser e estar, ainda temos de nos “encaixar” numa sociedade que nos pressiona a sermos perfeitos em tudo o que fazemos, muitas vezes, obrigando-nos a “sacrificar” o nosso eu verdadeiro para atingirmos certos objectivos.
Por exemplo, é provável que “tenha silenciado” uma faceta mais louca e inconveniente da sua personalidade para ser aceite pela maioria dos colegas – os seus pares. Ou para agradar aos pais, professores e outros familiares.
Somos “socialmente educados” para agradar, e é por  isso que os adolescentes aceitam muitas vezes “transformar-se” naquilo que os outros querem que eles sejam.
Quando crianças, perdíamos horas a fazer o que gostávamos só pelo prazer que isso nos dava, mas à medida que crescemos e nos tornamos adultos, ficamos muito mais ocupados e acaba por “negligenciarmos” o que nos fazia felizes. Aquelas brincadeiras divertidas com os nossos irmãos, primos, amigos perderam-se e tornamo-nos mais tristes.
E a vida vai ficando mais “negra”, sem piada, sem jeito, tudo sempre igual, de manhã à noite e muito amargos….
Talvez esteja na altura de “recuperar a criança que está perdida dentro de si”, e moldá-la com a sabedoria da pessoa crescida em que entretanto se tornou.
Isto não quer dizer que se retroceda no tempo e que a partir de agora faça todas as traquinices e maluquices infantis, mas que tente aperceber-se da alegria genuína e espontânea que “perdeu pelo caminho” e recupere alguma alegria e colorido à sua vida.
Descubra como fazê-lo em 3 Passos simples ( Marta Torres, Cosmopolitan nº 204):
1 – Analise o passado – Lembre-se do que gostava de fazer quando era criança, nas férias intermináveis do verão. Se olhar para criança que já foi e a comparar com a pessoa que é hoje, talvez seja mais fácil perceber do que sente mais falta.
Preste especial atenção ao que lhe desperta sensações do estilo “tenho tantas saudades de” …… e o que “o deixa ansioso por recuperar essa característica perdida” . Só assim conseguirá incluir um pouco do passado na vida de hoje. Falar com amigos de infância, que lhe avivem a memória, também pode ajudar neste processo de auto descoberta.
2 – Recupere paixões – Se ou seu sonho em miúdo era escrever um livro, ser bailarino, pintor ou pasteleiro, talvez seja difícil abdicar do que faz hoje para se dedicar exclusivamente ao seu sonhos, mas pode sempre inscrever-se num curso ou fazê-lo como um hobby. O truque é ser pro-activo e criativo, pois a única maneira de seguir e recuperar essa “paixão antiga” é arriscar e seguir o seu instinto. Experimente associar-se a um clube onde o tema seja o seu “sonho”, até mesmo online através da Internet, assim poderá conviver mais de perto com ele.
3 – Pense mais em si – Lembre-se que trazer de volta alguns elementos da sua personalidade pode ser desconfortável para familiares, amigos e colegas. Podem mesmo achar que está a regredir e a precisar de uma consulta psicológica, ou mesmo que é uma perda de tempo dedicar-se a algo que gostava e que entretanto descobriu que adorar fazer. Mas que nada disto o impeça. Independentemente das expectativas dos outros em relação a si, não deixe que o inibam de fazer o que precisa para se sentir feliz.
Lembre-se que, apesar da sua família e amigos quererem o melhor para si, é você, melhor do que ninguém que sabe o que o faz sentir-se autêntico.
Vamos fazer um teste e ver se está na hora de recuperar a criança que já foi.
1 – Dá consigo a concordar com o que os outros dizem só para não chamar a atenção?
2 – Sente muitas vezes que não está a ser você mesmo?
3 – Costuma colocar os desejos e necessidades dos outros à frente dos seus?
4 – Quando andava no secundário “ser aceite” era importante para si?
5 – Segue o que os outros fazem só para não causar polémica?
6 – Olhando para trás, tentou esquecer mais do que um dos seus “grandes sonhos” de criança só porque em adulto os considerou pouco realistas?
Se respondeu sim a 1 ou mais das perguntas acima é hora de “tirar da gaveta” aquelas “garotices” que fazia em pequeno e aproveitar a época de férias e colocar algumas em prática.
Vai valer a pena!!!!
Um abraço
Luísa de Sousa

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