sábado, 16 de janeiro de 2016

O Modelo de Trabalho Futuro


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O modelo de trabalho que se quer agora e no futuro é dos colaboradores independentes, “que correm o mundo à procura de projectos desafiantes”, que acordam com uma enorme vontade de criar, de ser diferente, de ser livre no seu trabalho.
“No futuro, as empresas vão deixar os seus palácios e viver na rua. Vão valorizar as pessoas pelos seus contributos e não pela sua posição hierárquica. Vão manter apenas as pessoas que geram valor, por tempo determinado, e pensar em rede será uma das competências mais valorizadas (…) As empresas do futuro serão expedições temporárias, cooperantes e desafiantes (….) onde não se trabalha das 9h às 18h, nem se contam os dias para o fim-de-semana ou para as férias”. (Lúcio Lampreia, “Mude”, 2014).
O trabalho, tal como o conhecíamos e o conhecemos, está a morrer.
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Nos últimos 20 anos, o modelo empresarial e organizacional mantive-se “estável, fechado, estanque e muitos não se aperceberam que um novo paradigma está a surgir.
Durante muito tempo as pessoas procuravam um trabalho que lhes desse segurança, conforto, status, progressão e reconhecimento pelos anos de serviço e não pelo que produziam ou pelas suas aptidões.
Este modelo ainda existe em muitas organizações (principalmente governamentais) em que se assiste a situações de liderança, onde o líder tem menos habilitações e competências que os seus subordinados e estes  nem se atrevem a desafiar o sistema nem o chefe/líder:  ou aceitam a situação tal como está imposta, ou são postos na “prateleira” como forma de castigo.
O medo de perder o conforto, a segurança, o salário no fim do mês e algumas regalias imperam, colocando uma “mordaça” naqueles mais ousados.
O resultado foi a criação de “uma geração  de funcionários dependentes e com pouca ligação emocional ao seu trabalho”, deixou de haver paixão pelo que fazem, porque a partir do momento em que as empresas “deixam de ter espaço para o contributo autónomo” do trabalhador e lhe impõem regras, ordens, e lhes dizem em detalhe o que fazer, fica de fora o mais importante do nosso “EU”, a nossa criatividade, a nossa liberdade de colocar em prática o nosso melhor.
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Olhando para o nosso actual modelo educativo, as crianças vão para a escola, carregadas de livros, “desformatadas”, o professor ordena, dá a lição, diz-lhes tudo o que têm a fazer para no final serem avaliadas. Têm de tirar boas notas, passarem o ano, para no fim terem direito a um emprego seguro, confortável e que ganhem para pagar as despesas.
Seja no trabalho, seja na escola, quem “sair do padrão” paga por isso”. O “sistema perpetua-se” ao longo da vida e quem discorda pode “ficar em maus lençóis”.
“Neste enquadramento, as regalias, níveis hierárquicos a perder de vista, pessoas desmotivadas à espera da hora da saída, trabalho seguro e salário certo ao fim do mês, são como a Basílica de S. Pedro: podemos admirá-la, mas como monumento do passado” (Lúcio Lampreia).
O modelo de trabalho que se quer agora e no futuro é dos colaboradores independentes, “que correm o mundo à procura de projectos desafiantes”, que acordam com uma enorme vontade de criar, de ser diferente, de ser livre no seu trabalho.
São pessoas (colaboradores) que querem “colocar o seu talento“, criatividade e liberdade de agir ao “serviço dos projecto que vão integrar”.
São pessoas que agem sem medo de represálias, sem medo das consequências da sua acção…..porque são valorizadas pelo seu desempenho e contributo para uma empresa melhor e sustentável.
São pessoas que “já não querem ser espectadoras na sua profissão, querem que o seu trabalho seja um contributo válido para a peça final”.
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Parece assustador?
Sim…no inicio é muito pavoroso!
Estamos acostumados a um sistema laboral retrógrado, “castrador” e dependente.
Não somos motivados a sermos “donos” da nossa vontade, da nossa criatividade, nem a nos desafiar.
A maioria das pessoas vivem insatisfeitas com o seu rumo profissional, sem perspectiva de melhoria,  “metidas num sistema obsoleto” que teima a não deixar novos conhecimentos e competências entrar…..
A maioria vive extremamente desconfortável e ao mesmo tempo conformada com a sua situação profissional!!!
Segundo um estudo da Gallup´s 2013 State of the American Workplace, um numero alarmante de pessoas (ronda os 70%) está insatisfeito com o seu trabalho. Mas os trabalhadores optam por se manter “à espera que aconteça alguma coisa em vez de prepararem e planearem a sua mudança, ou saída”.
Mas, sempre que ficamos à espera, passivamente, de alguma coisa, estamos a dar o poder e o comando aos outros para decidirem a nossa vida.
O que acontece depois, “a maioria das vezes, é que a espera torna as pessoas opacas, sem brilho, sem contactos, acabando depois por serem despedidas e sem muitas ou nenhuma alternativas” – Lúcio Lampreia.
O que fazer então para sair deste sistema e dar um grande passo rumo à nossa sustentabilidade?
Por agora “é obrigatório” desenvolver novas técnicas, sair da nossa “zona de conforto ou controlo”, aprender mais, adquirir novos conhecimentos e “skils”, a evoluir todos os dias.
Imagina como quer estar e como será a sua profissão daqui a 1, 2 ou mesmo 5 anos e comece já a preparar-se para o que vai ser: que “tipo de conhecimentos irá necessitar, que línguas vai precisar de falar, o que tem de aperfeiçoar em termos informáticos ou de técnicas de apresentação, se precisa de liderar melhor, ou se existe alguma ferramenta ou curso para o qual deva fazer para uma certificação” – Lúcio Lampreia.
E ficar à espera que lhe digam o que fazer é um comportamento do “antigamente” logo, não desista do seu objectivo ou sonho.
Mudar implica ser forte, não ter medo dos novos desafios, para dar algum tempo à procura de um sentido, de dar licença a si próprio para que a mudança aconteça.
Ao fim verá que valeu a pena!!!
Um abraço
Luísa de Sousa