Avançar para o conteúdo principal

O Modelo de Trabalho Futuro


trabalhar-internet-marketing.jpg

O modelo de trabalho que se quer agora e no futuro é dos colaboradores independentes, “que correm o mundo à procura de projectos desafiantes”, que acordam com uma enorme vontade de criar, de ser diferente, de ser livre no seu trabalho.
“No futuro, as empresas vão deixar os seus palácios e viver na rua. Vão valorizar as pessoas pelos seus contributos e não pela sua posição hierárquica. Vão manter apenas as pessoas que geram valor, por tempo determinado, e pensar em rede será uma das competências mais valorizadas (…) As empresas do futuro serão expedições temporárias, cooperantes e desafiantes (….) onde não se trabalha das 9h às 18h, nem se contam os dias para o fim-de-semana ou para as férias”. (Lúcio Lampreia, “Mude”, 2014).
O trabalho, tal como o conhecíamos e o conhecemos, está a morrer.
Nos últimos 20 anos, o modelo empresarial e organizacional mantive-se “estável, fechado, estanque e muitos não se aperceberam que um novo paradigma está a surgir.
Durante muito tempo as pessoas procuravam um trabalho que lhes desse segurança, conforto, status, progressão e reconhecimento pelos anos de serviço e não pelo que produziam ou pelas suas aptidões.
Este modelo ainda existe em muitas organizações (principalmente governamentais) em que se assiste a situações de liderança, onde o líder tem menos habilitações e competências que os seus subordinados e estes  nem se atrevem a desafiar o sistema nem o chefe/líder:  ou aceitam a situação tal como está imposta, ou são postos na “prateleira” como forma de castigo.
O medo de perder o conforto, a segurança, o salário no fim do mês e algumas regalias imperam, colocando uma “mordaça” naqueles mais ousados.
O resultado foi a criação de “uma geração  de funcionários dependentes e com pouca ligação emocional ao seu trabalho”, deixou de haver paixão pelo que fazem, porque a partir do momento em que as empresas “deixam de ter espaço para o contributo autónomo” do trabalhador e lhe impõem regras, ordens, e lhes dizem em detalhe o que fazer, fica de fora o mais importante do nosso “EU”, a nossa criatividade, a nossa liberdade de colocar em prática o nosso melhor.
Olhando para o nosso actual modelo educativo, as crianças vão para a escola, carregadas de livros, “desformatadas”, o professor ordena, dá a lição, diz-lhes tudo o que têm a fazer para no final serem avaliadas. Têm de tirar boas notas, passarem o ano, para no fim terem direito a um emprego seguro, confortável e que ganhem para pagar as despesas.
Seja no trabalho, seja na escola, quem “sair do padrão” paga por isso”. O “sistema perpetua-se” ao longo da vida e quem discorda pode “ficar em maus lençóis”.
“Neste enquadramento, as regalias, níveis hierárquicos a perder de vista, pessoas desmotivadas à espera da hora da saída, trabalho seguro e salário certo ao fim do mês, são como a Basílica de S. Pedro: podemos admirá-la, mas como monumento do passado” (Lúcio Lampreia).
O modelo de trabalho que se quer agora e no futuro é dos colaboradores independentes, “que correm o mundo à procura de projectos desafiantes”, que acordam com uma enorme vontade de criar, de ser diferente, de ser livre no seu trabalho.
São pessoas (colaboradores) que querem “colocar o seu talento“, criatividade e liberdade de agir ao “serviço dos projecto que vão integrar”.
São pessoas que agem sem medo de represálias, sem medo das consequências da sua acção…..porque são valorizadas pelo seu desempenho e contributo para uma empresa melhor e sustentável.
São pessoas que “já não querem ser espectadoras na sua profissão, querem que o seu trabalho seja um contributo válido para a peça final”.
Parece assustador?
Sim…no inicio é muito pavoroso!
Estamos acostumados a um sistema laboral retrógrado, “castrador” e dependente.
Não somos motivados a sermos “donos” da nossa vontade, da nossa criatividade, nem a nos desafiar.
A maioria das pessoas vivem insatisfeitas com o seu rumo profissional, sem perspectiva de melhoria,  “metidas num sistema obsoleto” que teima a não deixar novos conhecimentos e competências entrar…..
A maioria vive extremamente desconfortável e ao mesmo tempo conformada com a sua situação profissional!!!
Segundo um estudo da Gallup´s 2013 State of the American Workplace, um numero alarmante de pessoas (ronda os 70%) está insatisfeito com o seu trabalho. Mas os trabalhadores optam por se manter “à espera que aconteça alguma coisa em vez de prepararem e planearem a sua mudança, ou saída”.
Mas, sempre que ficamos à espera, passivamente, de alguma coisa, estamos a dar o poder e o comando aos outros para decidirem a nossa vida.
O que acontece depois, “a maioria das vezes, é que a espera torna as pessoas opacas, sem brilho, sem contactos, acabando depois por serem despedidas e sem muitas ou nenhuma alternativas” – Lúcio Lampreia.
O que fazer então para sair deste sistema e dar um grande passo rumo à nossa sustentabilidade?
Por agora “é obrigatório” desenvolver novas técnicas, sair da nossa “zona de conforto ou controlo”, aprender mais, adquirir novos conhecimentos e “skils”, a evoluir todos os dias.
Imagina como quer estar e como será a sua profissão daqui a 1, 2 ou mesmo 5 anos e comece já a preparar-se para o que vai ser: que “tipo de conhecimentos irá necessitar, que línguas vai precisar de falar, o que tem de aperfeiçoar em termos informáticos ou de técnicas de apresentação, se precisa de liderar melhor, ou se existe alguma ferramenta ou curso para o qual deva fazer para uma certificação” – Lúcio Lampreia.
E ficar à espera que lhe digam o que fazer é um comportamento do “antigamente” logo, não desista do seu objectivo ou sonho.
Mudar implica ser forte, não ter medo dos novos desafios, para dar algum tempo à procura de um sentido, de dar licença a si próprio para que a mudança aconteça.
Ao fim verá que valeu a pena!!!
Um abraço
Luísa de Sousa

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Cuidado com os 5!

"As cinco pessoas que te são mais próximas poderão influenciar o teu sucesso" - Randy Gage. Uma das coisas que mais me chama à atenção é o facto de, em reuniões, eventos, grupos de amigos, etc., as mesmas pessoas parecem estar sempre presentes nos mesmos encontros. As pessoas tendem a permanecer sempre no mesmo nível, ou patamar, de status social  ou de negócios. Quando conhecem novos amigos, colaboradores, parceiros, fazem-no habitualmente no âmbito do seu círculo de actividade, quer se trate da religião, trabalho, escola, hobby. Por conseguinte, raramente abandonam o nível ou patamar em que se encontram. Isto não é mau....até é bem possível permanecer no mesmo círculo e ser bem sucedido. Mas, se quiseres ir mais longe.... Ou se consideras que está a estagnar no ponto onde te encontras, necessitarás de subir um ou dois níveis. E se queres realizar grandes sonhos, por exemplo na área profissional ou de negócios, "precisas sair do teu círculo (ou patama...

Como vestir-se bem durante a semana - Looks e exemplos

      Para quem não tem muito tempo para escolher o que levar vestido, aqui está um vídeo com excelentes dicas para estar sempre elegante, chique e bem vestida durante a semana.   Estas propostas são da youtuber Patti Santamaria , que sigo há algum tempo e que me tem facilitado a vida.   Espero que gostem.   Luísa de Sousa   Fonte: https://youtu.be/zSe6RQ--WSU 

A Luta que leva ao Sucesso

"O sucesso é impossivel - impensável, mesmo - sem Luta." A luta é um meio inteligente através do qual a Natureza obriga os homens a desenvolverem-se, expandirem-se e progredirem. É uma experiencia que pode ser penosa ou magnífica, dependendo da atitude de cada um. A vida, do nascimento à morte, é literalmente uma cadeia ininterrupta de lutas cada vez maiores, inevitáveis. A educação que recebemos nas luta que travamos é cumulativa, e a recebemos um pouco de cada vez, com cada experiência que passamos. A luta, enrijece o homem. E a maioria das pessoas tenta passar pela vida seguindo o caminho da menor resistência, o mais fácil, o que nos fazem seguir. Simplesmente, a maioria desiste de lutar. A luta obriga-nos a andar quando preferíamos ficar parados. E afastamo-nos cada vez mais do sucesso. Porque nada na vida é conseguido sem a Luta. E os prémios cabem aos que lutam. Aos que enfrentam os desafios. Aos que enfrentam de peito aberto as dificuldades...

Tempo para as coisas boas da vida

Mesmo sem os dias ensolarados do verão e de início de outono, não devemos ceder à tentação de ficar em casa em frente à lareira ou no sofá enrolados em cobertores. Devemos sair de casa, passear, viver a natureza e respirar ambientes mais puros, que só o podemos fazer aos fins de semana ou nos dias de folga. Muitas vezes estamos acorrentados ao ritmo frenético do trabalho, das lides de casa, das chatices do dia-a-dia, que não nos apercebemos que o tempo passa e que a vida está a passar-nos ao lado. Por exemplo, já se deu conta do tempo que dedida aos seus familiares? Pais, irmãos? Há quanto tempo não lhes damos aquele abraço forte e dizemos o quanto estamos gratos por estarem vivos? Há quanto tempo não saímos juntos para um passeio?  Há quanto tempo não se dedica aos seus filhos? Não áquele tempo de os levar à escola, dar de comer, lavar. Falamos daqueles momentos de dizer o quanto os amamos, de brincar, de passear e correr ao ar livre, de fazer brincadeiras de crianças...